4 de março de 2021

Como se proteger dos golpes mais comuns da Black Friday

Vítimas são fisgadas por supostos descontos, promoções e outros benefícios Freepik O grande movimento do varejo online provocado pela Black Friday, que ocorre nesta sexta-feira (2...
Vítimas são fisgadas por supostos descontos, promoções e outros benefícios

Vítimas são fisgadas por supostos descontos, promoções e outros benefícios
Freepik

O grande movimento do varejo online provocado pela Black Friday, que ocorre nesta sexta-feira (27), é um pretexto oportuno para a aplicação de golpes cibernéticos, sendo o phishing o mais comum deles.

Como em uma pescaria – phishing remete ao termo em inglês “fishing”, que significa “pesca” –, os cibercriminosos fisgam suas vítimas por meio de e-mails, mensagens instantâneas ou até mesmo anúncios que aparecem durante a navegação em sites e aplicativos de comércio eletrônico que apresentam supostos descontos, promoções e outros benefícios.

Ao clicar no link, os usuários têm seus dispositivos infectados com malwares utilizados para espionar ou roubar informações pessoais para fins fraudulentos.

“Os objetivos vão desde o roubo do dinheiro das vítimas até clonagem de cartão de crédito e uso da identidade para solicitar empréstimos”, afirma Rayanne Nunes, especialista em segurança da informação da Trend Micro, empresa de soluções de cibersegurança.

Outra estratégia bastante utilizada pelos golpistas, segundo Rayane, é a engenharia social, a partir da qual as vítimas são convencidas a fornecer informações pessoais sigilosas. “Um exemplo bastante comum é o consumidor receber uma mensagem dizendo que seus dados precisam ser atualizados, pois a conta bancária pode ser desativada”, alerta.

Por último, a especialista ressalta os golpes de ransomware. Da mesma que no phishing, os usuários, atraídos por supostos benefícios e promoções, clicam em um link malicioso e têm seu dispositivo infectado por um malware. Neste caso, no entanto, a finalidade não é o roubo de informações pessoais, mas sim, uma extorsão direta.

“O malware ‘sequestra’ o computador da vítima e cobra um valor em dinheiro pelo resgate, geralmente em moeda virtual, o que torna quase impossível rastrear o fraudador”, explica.

Segundo Rayanne, para que os consumidores possam fazer compras online com segurança, é importante que prestem muita atenção aos nomes de domínio para garantir que estejam navegando no site oficial da empresa e não em um falso muito parecido.

“Uma dica altamente eficaz é deixar o mouse em cima do link por alguns segundos para identificar se o endereço de referência é exatamente igual ao site que ele tem a intenção de visitar”, orienta. “Os consumidores mais atentos poderão notar que o domínio acrescentará algumas letras ou palavras ou até mesmo uma ortografia incorreta ao endereço original.”

Outras recomendações da especialista incluem procurar por selos de segurança – esses selos marcam a presença da proteção de dados necessária para transações online no setor de varejo –, evitar acessar redes sem fio públicas e/ou desconhecidas e manter as soluções de segurança sempre atualizadas.

Black Friday: Veja 7 dicas para não cair em golpes cibernéticos

*Estagiária do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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